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Casa em Castelo de Bode 2
2002, Levegada, Tomar
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Totalmente orientada para a água da barragem de Castelo de Bode e só vista a partir daí, a casa surge como que “encaixada” na encosta de grande declive, desenvolvendo-se em diferentes níveis, preservando o perfil topográfico existente.
Assim, para quem passa no caminho de acesso, a uma cota superior à da construção, só se apercebe de um conjunto de plataformas ajardinadas e arborizadas que constituem a cobertura vegetal da casa e estacionamento coberto, assim como, os diferentes socalcos criados, exteriores à casa. A casa dissimula-se no espaço exterior tratado, criando um conjunto edificado com árvores e jardins em diferentes níveis, que se harmoniza com a topografia e paisagem envolvente.
 
Como foi nossa intenção, orientar toda a construção para água, implantámos a casa praticamente paralela à linha dos 50m, e próximo desta linha de limite construção, e no lado Sul do triângulo implantamos o estacionamento coberto e a rampa de acesso.
Esta implantação, trouxe-nos sérias dificuldades na modelação do terreno, já que, como se constata no levantamento topográfico, a implantação mais favorável é a paralela ás curvas de nível, ficando a casa orientada a Norte, incompatível com a orientação solar desejável e com o desfrutar da paisagem e ficaríamos também com a casa voltada para o terreno confinante, e não para o nosso, que desce a encosta até ao rio, na perpendicular à nossa implantação.
 
Assim, para atingirmos os objectivos que nos propomos e o enquadramento que julgámos correcto, a proposta que apresentamos é alcançada em termos construtivos com uma série de plataformas revestidas a pedra rústica, que sucessivamente vão acompanhando as cotas do terreno.
 
A plataforma mais alta corresponde à zona de estacionamento automóvel. A área consiste numa zona aberta ao exterior, coberta por uma laje com coberto vegetal, onde também propomos duas arrecadações, aproveitando a existência dos muros de contenção do terreno confinantes com o caminho.
À mesma cota da zona de estacionamento, existe a cobertura da casa, propriamente dita, também em coberto vegetal, “camuflando” a construção e proporcionando um terraço ajardinado.
A uma cota inferior ao terraço, que se acede por uma escada confinante com o estacionamento, localiza-se a entrada para a casa. A entrada faz-se pelo primeiro andar, nível onde se localizam os quartos, e no nível inferior localizam-se as áreas sociais (sala de estar e sala refeições), privilegiando deste modo a sua ligação directa ao espaço exterior e à piscina.
A casa tem dois fogos com entradas independentes, com um programa e áreas iguais, e simétricos um do outro, mas na sua forma, volume e linguagem arquitectónica, a ideia é de uma moradia unifamiliar.
 
Toda a frente do piso –1, tem ligação directa ao exterior, onde propomos pequenos terraços, de onde é possível contemplar a paisagem. Através destes terraços acedemos á piscina situado a uma cota superior á sala de jogos a uma cota inferior semi-enterrada, constituindo a sua cobertura a zona de lazer envolvente á piscina. Este espaço exterior da piscina, encontra-se fisicamente ligado á casa pela existência de um pórtico que estabelece a ligação entre o volume construído e este espaço exterior, proporcionando a nosso ver uma melhor integração na paisagem, assim como, na escala e forma da intervenção.

 
 
 
Ficha Técnica

 

Arquitectura
Arqtº Gonçalo Rangel de Lima
Arqtº Jorge Matos Alves
Arqtº Pedro Neto Ferreira
 
Colaboradores
Arqtª Maria João Garrido
Arqtº João Rodrigues
Arqtª Susana Ribeiro
Arqtª Patrícia Castilho

Fotografia
FG+SG

 
 
 
© GJP, Arquitectos. +info