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1º classificado Concurso de Arquitectura
Polo Tecnológico do Aeroespacial e da Defesa
2007, Madan Parque - Caparica, Almada
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O Edifício tem como princípio um movimento em espiral, que nasce a norte à cota da Rua Lino Lima, desenvolvendo-se no sentido longitudinal do terreno e vindo repousar sobre si própria, hierarquizando no seu percurso diversas relações de privacidade e de escala. Agarrada ao terreno na sua cota mais alta, o edifício vai-se soltando à medida que a espiral vai ascendendo, em coadunância com o desenvolvimento dos programas no seu interior.

As frentes de rua (espiral exterior) são protegidas com uma pele metálica diáfana, enquanto que quando o edifício se vira para dentro (espiral interior) se revela transparente, com um revestimento em vidro. Nas zonas onde essa transparência ainda se relaciona com o exterior o vidro passa a ser serigrafado, garantindo assim o incremento de privacidade requerido sem prejuízo da sua materialidade. Esta forma origina um Pátio Interior, que embora se adivinhe a partir da rua, apenas se revela quando nos adentramos no edifício. Pretende-se que este pátio seja percorrido ao entrar no edifício por via pedonal e, numa clara influência de parada militar, propõe um percurso longitudinal cénico, paralelo à rua dos Inventores, até ao Átrio Principal.

A proposta para a pele metálica do edifício adequa-se à natureza dos espaços que serve, uma vez que a sua perfuração permite a passagem da luz em quantidade suficiente para a correcta iluminação dos espaços, ao mesmo tempo que consegue fazer o ensombramento nas zonas onde este pode ser necessário. É um material que permite que sejam utilizados diversos graus de transparência, assim se deseje e seja necessário, com diferenças subtis de perfuração da chapa ou afastamento da malha, mantendo no entanto o aspecto uno, sólido e robusto.
Por outro lado, o revestimento em vidro para o interior permite o usufruto de iluminação natural, filtrada pela vegetação proposta, e de ligações visuais internas. Uma vez que os programas que se relacionam directamente com o pátio são as circulações que servem os espaços de trabalho, o Pátio Interior funciona como um claustro, com deambulatório elevado.

Os arranjos exteriores são desenhados com elementos de natureza tectónica, com falhas e cortes rígidos sobre o terreno, para salientar a forma orgânica como o edifício se desenvolve. Demarcam-se assim, também, da materialidade claramente industrial e tecnológica do edifício, criando um contraste que se vai desfazendo até às zonas de contacto entre ambos. Exemplo disso são os dois atravessamentos pedonais propostos, que redefinem a proposta do loteamento e se enquadram no edifício sem desvirtuar o seu propósito (o atravessamento norte é mantido na natureza e posição, o atravessamento sul é apenas deslocado para o plano marginal do edifício).

 
 
 
Ficha Técnica

 

Dono de Obra
Empordef - Empresa Portuguesa de Defesa, S.A.

Arquitectura
Arqtº Gonçalo Rangel de Lima
Arqtº Jorge Matos Alves
Arqtº Pedro Neto Ferreira

Colaboradores
Arqtº Artur Cabral
Arqtº Nuno Ferreira
Arqtº Miguel Bispo
Arqtº Gonçalo Pinheiro
Arqtª Joana Boavida

Arranjos Exteriores/Paisagismo
PROAP – Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista

Fundações e Estruturas
OA4 – Engenharia e Arquitectura , Lda.

Instalações Hidráulicas
DUCTOS – Sociedade de Projectos de Engenharia, Lda.

Instalações Técnicas Especiais
EPPE – Estudo Prévio, Projectos de Engenharia, Lda.

Acústica
Certiprojecto, Lda.

Visualização Tridimensional
GJP Arquitectos Associados, Lda.

 
 
 
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