log-in pt en
 
 
Loteamento de Iniciativa Municipal para o Bairro da Boavista
2006, Monsanto, Lisboa
Voltar
 
 
 
 
 
 

O Bairro da Boavista é um bairro social da cidade de Lisboa, que acusa a existência de problemas sociais normalmente associados aos extractos da população de classe média baixa/baixa. O crescimento urbanístico e consequente aumento populacional originou a existência de uma heterogeneidade de culturas e realidades económicas distintas.
 
Presentemente o Bairro da Boavista apresenta uma malha urbana homogénea, estando os diversos arruamentos e edifícios, dispostos perpendicularmente ao desnível do terreno, e às ruas principais que atravessam o bairro e que estabelecem a ligação entre as cotas altimétricas de maior e menor nível, nos limites nascente e poente do lote.
No “miolo” da área de intervenção, existem dois equipamentos, uma igreja e uma escola, que formam a charneira do conjunto e estabelecem o eixo de simetria do Bairro.
 
Por forma a dar continuidade à malha e estrutura urbana existente, propomos um desenho urbano que reforça o desenho original do Bairro, caracterizado por uma simetria na implantação dos edifícios sobre um eixo que se estabelece sobre a escola, a igreja e a rua Rainha D. Maria I.
 
Transição do edificado com a Mata de Monsanto, com uma faixa arborizada que percorre toda a frente nascente da área de intervenção, permitindo que a Estrada do Outeiro continue arborizada nos dois lados. Os equipamentos propostos nessa faixa de transição com edificado de baixa altura (1 ou 2 pisos), libertando terreno para criar/manter a estrutura arbórea, estabelecem a transição pretendida.
 
Alinhamento das coberturas em todo o desenvolvimento dos lotes e frentes de rua, existindo apenas uma quebra, que estabelece o acerto no número de pisos com o desnível natural do terreno.
 
A estrutura viária proposta, visa libertar o centro do Bairro de todo o tráfego envolvente, quando este se realiza no percurso de ligação entre a Estrada do Outeiro e a Estrada de Circunvalação. O desenho, traçado e perfilamento propostos visam captar esse tráfego para a periferia do Bairro, capacitando essa via principal de estabelecer o referido atravessamento.
 
Devido ao desnível natural do terreno, que se pretende “vencer” de forma gradual, a proposta de desenho urbano criou plataformas no “miolo” dos quarteirões, desenvolvidas a diferentes níveis, o que permite acesso directos e de nível à rua, possibilitando ao mesmo tempo a acessibilidade a viaturas de emergência e socorro. As plataformas propostas pretendem-se vividas. Para tal, a acessibilidade pedonal aos vários blocos habitacionais, que as delimitam, far-se-á a partir das mesmas. Ao nível dos pisos 0, são propostas áreas comerciais e equipamentos vários, de forma a dotar o espaço de vivência.

 
 
 
Ficha Técnica

 

Dono de Obra
EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa
 
Arquitectura
Arqtº Gonçalo Rangel de Lima
Arqtº Jorge Matos Alves
Arqtº Pedro Neto Ferreira
 
Colaboradores
Arqtª Patrícia Castilho
Arqtª Cláudia Guerra
Arqtª Joana Boavida
Arqtº Nuno Ferreira
Arqtº Artur Cabral
 
Paisagismo e Arranjos Exteriores
PROAP – Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista
 
Infraestruturas Viárias, Estacionamentos e Pedonais
Infraestruturas de Abastecimento de Água, Rega e Incêndios
Infraestruturas de Saneamento de Águas Residuais Domésticas e Pluviais
Infraestruturas de Gás Combustível Canalizado
Infraestruturas de Resíduos Sólidos Urbanos

DUCTOS – Sociedade de Projectos de Engenharia, Lda.
 
Infraestruturas de Electricidade
Infraestruturas de Iluminação Pública
Infraestruturas de Telecomunicações
Plano de Segurança e Saúde
EACE Engenheiros Associados – Consultores em Engenharia, Lda.
 
Estudo de Tráfego
ESTAC – Estudos de Estacionamento e Acessibilidade, Lda.
 
Acústica
Certiprojecto, Lda.
 
Maquete
GJP Arquitectos Associados, Lda.

 
 
 
© GJP, Arquitectos. +info