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1º classificado Concurso de Arquitectura
Condomínio Residencial Santo Amaro
2009, Alto de Santo Amaro, Lisboa
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A proposta assenta principalmente em três pilares: em primeiro lugar, a criação de um conjunto de qualidade, com solução e linguagem arquitectónica compatível com as famílias que irão ocupar os edifícios e uma adaptação adequada ao espaço envolvente; em segundo, a criação de uma tipologia de edifício que permite um usufruto e relação com áreas ajardinadas inesperada (ainda mais tendo em conta o constrangimentos de tamanho do lote), sem deixar de desenhar espaços exteriores introspectivos e privativos de cada fogo, oferecendo a cada condómino um leque de vivências variado dentro do mesmo condomínio; por último, foram pressupostos do projecto a integração de preocupações ambientais e sistemas sustentáveis e bioclimáticos, de forma a reduzir os encargos e permitir mais-valias (algumas hoje em dia fundamentais).
É a este nível que exploramos uma arquitectura sensível, com a introdução de elementos mais ricos ao nível sensorial (contrastando a dureza de elementos como a pedra e o vidro com a sensibilidade da introdução de plantas e tecidos na construção). Cremos que a experiência de habitar o edifício pode, mais do que cumprir a função primária de abrigar o homem da natureza, representar o desejo de convidar a(s) natureza(s) a participar do espaço, aumentando o seu nível de conforto. Se cruzarmos os aspectos funcionais com a introdução de elementos vegetados de destaque, estamos também a contribuir para a experiência urbana a um nível mais vasto,

A proposta apresenta-se como se de um enorme volume de pedra se tratasse, escavado e fracturado a partir de dentro para fora (os rasgos são consequência da criação de espaços, sistemas de vistas e protecção solar), criando um conjunto menor densidade (repartindo a fachada do edifício até chegar à escala apropriada para enquadramento na envolvente); assim, o edifício torna-se no aparente aglomerado de 4 pequenos edifícios. Redesenhamos a frente da Rua Academia Recreativa de Santo Amaro, recuperando o alinhamento do edifício confinante, garantindo ao mesmo tempo maior desafogo à rua e mais luz aos espaços do piso 0.
O volume é implantado de forma a permitir um contínuo vegetado que une os limites do lote, envolvendo os espaços comuns de estar/lazer, permitindo que a experiência comunitária seja sempre feita em contacto com estes elementos. Pode mesmo ser traçado um percurso entre a sala polivalente/ginásio (com a sua capacidade de divisão para maior flexibilidade de utilização) e o acesso secundário junto à piscina, ao nível da Travessa do Conde da Ribeira. É nosso entender que a possibilidade de ter espaços exteriores privativos é o que distingue um condomínio de referência numa cidade tão densamente construída como Lisboa, daí a opção estratégica de dotar os fogos com espaços desta natureza, que podem ser apropriados de forma variada e fazer a diferença pela sua integração com os espaços interiores (prolongando, efectivamente, as suas dimensões e esbatendo a fronteira entre o espaço próximo e a vista mais longínqua). 
O processo de entrada do edifício é feito de uma forma bem anunciada e clara. Tiramos partido da diferença de cota das ruas confinantes (o acesso é feito na cota mais baixa, confluência de ambos arruamentos), para conseguir criar uma zona de estacionamento interior de nível com a rua, o que nos facilita o acesso viário. A entrada, única e central, faz-se através de um átrio multifuncional, nexo de todos os percursos semi-públicos do edifício; através deste espaço podemos aceder e controlar visualmente os acessos a todos os restantes pontos nevrálgicos de utilização do edifício (circulações verticais, garagem, arrecadações e sala polivalente/jardim privativo). O edifício desdobra-se em dois a partir deste ponto.
Núcleos de escadas diferenciados, associados a um elevador, garantem o acesso às fracções. O núcleo nascente serve tipologias mais pequenas, maioritariamente T1, destinados a “pessoas que procuram a sua primeira casa, permitindo estabelecer-se numa zona que lhes é próxima e conhecida”. O núcleo nascente serve as tipologias maiores, admitidamente para núcleos familiares (mais ou menos pequenos, mas já com algum poder de compra). A proximidade de vários núcleos universitários potencia a procura (e rotatividade no uso) das tipologias mais pequenas e os acessos e distribuição diferenciados entre este tipo de público-alvo e o segmento mais familiar é benéfico, podendo ser considerado uma enorme mais-valia.

 

 
 
 
Ficha Técnica


Dono de Obra
Sociedade Agrícola Valle-Flôr, S.A.
 
Arquitectura
Arqtº Gonçalo Rangel de Lima
Arqtº Jorge Matos Alves
Arqtº Pedro Neto Ferreira

Colaboradores
Arqtª Carla Brilhante
Arqtº Miguel Moreira
Arqtª Cláudia Guerra
Arqtº Gonçalo Pinheiro

Paisagismo e Arranjos Exteriores
NORASA - Paisagens
 
Fundações e Estruturas
AXIAL – Engenharia

Instalações Técnicas Especiais
EPPE - Estudo Prévio, Projectos de Engenharia, Lda.
PROM&E - Projectos de Engenharia de Edifícios
 
Instalações Hidráulicas
DUCTOS - Sociedade de Projectos de Engenharia, Lda.

Sustentabilidade
GREENSUS – Engenharia de Sustentabilidade, Lda.

Visualização Tridimensional
3dhepls+

 
 
 
© GJP, Arquitectos. +info