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Concurso de Arquitectura
CAM - Centros de Apoio e Manutenção
2009, Lodões e Mogadouro, Bragança
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As estratégias tomadas pelo projecto são idênticas para ambos os CAM, numa lógica de racionalização de recursos e de custos, bem como valor acrescentado no reconhecimento e criação da imagem dos mesmos. Tanto mais que a situação geográfica é similar nos dois casos, há princípios que podem ser considerados basilares e portanto estaremos a falar, na generalidade dos casos, sem distinção entre os dois.

A proposta apresenta-se como se de um enorme volume cristalino e branco se tratasse, que implantamos de uma forma racional no terreno (tirando partido do declive natural para permitir que espaços interiores de diferente pé direito tenham a cobertura alinhada).
De seguida, “escavamos” o volume, expondo um interior de uma maior riqueza cromática (de forma a permitir hierarquizar naturalmente os espaços de exteriores, no que refere tanto à sua importância no programa como a níveis de privacidade), mantendo uma marca no terreno que identifica o polígono do volume original.
O processo de entrada do edifício é feito sempre de uma forma bem anunciada e clara, com um pequeno espaço coberto. Uma vez dentro do edifício, a sua distribuição é clara, com uma circulação central.

No caso do CAM principal, garantimos também um acesso de serviço coberto ligado à zona de armazém, de forma a concentrar as I.S. e balneários de funcionários num único espaço e (mais uma vez) flexibilizar os percursos dentro do Centro.

Existem várias soluções propostas no projecto com vista à maximização de resultados com uma correcta e minimizada gestão de recursos. Estas são, na sua maioria, soluções largamente testadas e/ou disponíveis no mercado, com provas dadas ao nível da eficiência e retorno de investimento, e que são transversais a todas as especialidades envolvidas no processo construtivo.
As fachadas que propomos são construídas a partir de dois sistemas que se adequam ao projecto pela sua imagem, cariz industrial e óptimo comportamento térmico e acústico. O revestimento exterior do edifício é constituído por uma pele contínua de painéis de policarbonato alveolar Lexan, com 4cm de espessura, aplicado sobre uma armação de prumos metálicos (que lhe conferem rigidez). Os prumos metálicos permitem a criação de uma caixa de ar, ventilando efectiva e naturalmente a fachada.

Nos casos onde se preveja que seja necessário (seja pela permanência de pessoas, seja por necessidades específicas de programa), constrói-se do lado interior uma parede em blocos de aglomerado negro de cortiça, revestidos pelo interior com microreboco armado com malha de fibra de vidro (garantindo um acabamento igual ao de qualquer parede tradicional).

 
 
 
Ficha Técnica


Dono de Obra
DIACE - Construtora das Estradas do Douro Interior, ACE
 
Arquitectura
Arqtº Gonçalo Rangel de Lima
Arqtº Jorge Matos Alves
Arqtº Pedro Neto Ferreira

Colaboradores
Arqtº Gonçalo Pinheiro
Arqtº Nuno Ferreira

Paisagismo e Arranjos Exteriores
De RAIZ
 
Fundações e Estruturas
AXIAL – Engenharia, Lda.

Instalações Técnicas Especiais
Infraestruturas Gerais

EPPE - Estudo Prévio, Projectos de Engenharia, Lda.
PROM&E - Projectos de Engenharia de Edifícios
 
Instalações Hidráulicas
Infraestruturas Gerais
DUCTOS - Sociedade de Projectos de Engenharia, Lda.

Projectos Especiais
DUCTOS - Sociedade de Projectos de Engenharia, Lda.
PROM&E - Projectos de Engenharia de Edifícios, Lda.

Sustentabilidade
GREENSUS – Engenharia de Sustentabilidade, Lda.

Visualização Tridimensional
GJP Arquitectos Associados, Lda.

 
 
 
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